Reciclagem de eletrodomésticos, um exemplo de economia circular

A utilização de dispositivos eletrónicos está a crescer cada vez mais entre a população mundial. Produtos que estão em constante evolução com ciclos de vida cada vez mais curtos, favorecendo o crescimento de uma mentalidade descartável que aumenta exponencialmente a quantidade de resíduos eletrónicos, cujos métodos de eliminação são complexos e muitas vezes nem todos são adotados.

Uma nova solução é possível graças à economia circular: a reciclagem dos eletrodomésticos. Para tal, é necessário compreender a famosa regra dos três R: reduzir, reutilizar e reciclar. Esta regra ajuda-nos a construir um mundo melhor baseado no consumo responsável e na utilização eficiente e recuperação dos recursos que utilizamos na nossa vida quotidiana.

E-waste: o que é e como o eliminar

Quando estes produtos deixam de funcionar, são definidos como REE (resíduos de equipamentos eletrónicos) e, em virtude dos materiais a partir dos quais são fabricados, existem regras precisas para a recolha seletiva destes equipamentos. Graças a estes regulamentos, o impacto ambiental pode ser reduzido e as matérias primas podem ser recuperadas.

Há dois métodos possíveis de eliminação:

  • As lojas de eletrodomésticos são obrigadas a recolher gratuitamente artigos em segunda mão quando um cliente compra um novo aparelho.
  • Se quiser apenas dispor do equipamento, e não substituí-lo, os municípios oferecem várias soluções: Para aparelhos pequenos, pode depositar o equipamento no Ponto Eletrão mais próximo da sua casa. Para grandes aparelhos, pode solicitar a recolha nos serviços municipais locais (serviço gratuito que funciona por marcação) ou deixá-los num dos Centros de Resíduos de Aparelhos Elétricos, que estão preparados para receber grandes aparelhos gratuitamente.

A economia circular como um novo paradigma

Fala-se cada vez mais da economia circular, um modelo de produção e consumo que envolve a reutilização, reciclagem e reparação, com o objetivo de maximizar a vida útil dos materiais produzidos.

Esta abordagem aumenta o ciclo de vida dos produtos, permitindo uma segunda vida para objetos que muitos considerariam resíduos: os produtos danificados podem ser reparados e recolocados no ciclo de produção, criando mais valor. É uma abordagem mais ecológica, que tem como valor fundamental a reconversão dos bens, reduzindo a poluição e o desperdício. Também é possível adotar soluções de economia circular em pontos de reciclagem: estamos a falar de regeneração.

Aparelhos recondicionados: porquê escolhê-los?

Para além da eliminação adequada dos resíduos eletrónicos, existe outra alternativa baseada no princípio da economia circular: os eletrodomésticos podem ser reutilizados e o mercado dos produtos renovados está a crescer.

Os telemóveis, consolas e computadores renovados estão à venda em muitas áreas comerciais e dão acesso a equipamento eletrónico que já não é novo, mas foi reformatado e está praticamente “como novo”. O seu preço inferior ao de um novo aparelho permite a muitos consumidores encontrar bons negócios.

Apesar de estar recondicionado, todo o equipamento vendido “como novo” beneficia de uma garantia obrigatória igual à dos bens novos.

A nova lei de garantia portuguesa que entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2022 reforça os direitos dos consumidores. A partir de 1 de Janeiro, a garantia para bens novos e recondicionados é alargada para 3 anos, mas no terceiro ano, o consumidor terá de provar que o problema é de origem.

Os produtos renovados são uma escolha amiga do ambiente sem comprometer o conforto de utilização. E os benefícios ambientais são realmente bons: não só a poluição devida à produção de um novo aparelho é reduzida, mas também o custo económico e ambiental da sua eliminação. Abandonar a mentalidade descartável é um dos passos que todos podemos dar em benefício do nosso planeta: quanto mais reduzimos o desperdício e prolongamos a vida dos objetos que utilizamos, menor é a pegada ambiental que deixamos para trás.

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